Eu, por exemplo, gosto do cheiro dos livros. Gosto de interromper a leitura num trecho especialmente bonito e encostá-lo contra o peito, fechado, enquanto penso no que foi lido. Depois reabro e continuo a viagem. Gosto do barulho das paginas sendo folheadas. Gosto das marcas de velhice que o livro vai ganhando: a lombada descascando, o volume ficando meio ondulado com o manuseio. Tem gente que diz que uma casa sem cortinas é uma casa nua. Eu penso o mesmo de uma casa sem livros.
Martha Medeiros. (via maisumnasociedade)
(Fonte: c-a-n-a-r-i-o)
As pessoas te amam até não precisarem mais de você.
Maria Martins (via forlandivar)
(Fonte: meninacalada)
O celular dela toca.
- Ela: Número restrito? Hm... pode ser algo importante.
- Ela atende o celular.
- Ele: Oi, sou eu de novo...
- Ela ia desligar o celular, mas a voz dele a interrompe.
- Ele: Por favor, me escuta só dessa vez, é a última vez, por favor...
- Ela suspira.
- Ela: Estou escutando.
- Ele: Eu não sei porquê você fez isso comigo, mas não quero perguntar isso, eu só quero te fazer lembrar de umas coisas... Lembra no colégio, quando você entrou lá com a sua blusa da banda Slipknot porque ainda não tinha o uniforme e com o cabelo meio bagunçado? Seu All Star tava meio rasgado no canto, mas eu não liguei. Lembra na nossa primeira aula juntos? Que a ponta do seu lápis quebrou depois que caiu no chão e você percebeu que estava sem o apontador? Eu te emprestei o meu apontador com a figurinha do Iron Maiden e você arregalou os olhos de um jeito tão engraçado. A gente passou o resto do dia conversando sobre bandas de rock e perdemos quase todas as matérias que os professores chatos passaram no primeiro dia.
- Ela: É eu lembro disso, já acabou?
- Ele: Calma... Eu te apresentei aos rockeiros do colégio no segundo dia e você adorou, lembra? Aí o professor de matemática passou um trabalho em dupla enorme e nós fizemos juntos, só que não conseguimos terminar na sala e tive que ir na sua casa. Entregamos o trabalho mal-feito, pois passamos muito tempo escutando e cantando Iron Maiden, Slipknot, System of a Down, Avenged... lembra que a gente não parou de escutar Dear God e a cada vez que tocava essa música a gente cantava mais alto? Eu lembro disso, dou risada disso até hoje! Era legal, né?
- Ela: Era, era legal, já acabou?
- Ele: Espera só mais um pouco, nós não vivemos só isso... Lembra de quando a gente descobriu que teria Slipknot aqui no nosso Estado? Você ficou triste, pois não iria ter o dinheiro até o dia que começaria a venda dos ingressos e no outro dia eu cheguei em você e disse que tinha uma péssima notícia. Você ficou preocupada querendo saber o que era e eu mentindo falando que eu tava muito mal. Sabe, eu sou um bom ator! (risos) Eu te mostrei dois ingressos e você começou a gritar no meio do pátio do colégio. Sim, nós iríamos para o show do Slipknot. Lembra que num dia antes do show você me fez ir numa loja comprar uma blusa do Slipknot nova pra você? Você ficou horas na loja experimentando todas que tinha e ficou indecisa. Não sei o porquê, pois todas haviam ficado perfeitas em você. Quando saímos da loja você me levou para uma pracinha onde tinha hippies e me pagou uma tatuagem de henna nas costas da mão direita. Você também fez uma tatuagem. A minha e a sua juntas formavam "Slipknot". Você é bem criativa.
- Ela: É, a tatuagem demorou mais de quinze dias pra sair.
- Ele: É... (risos) De madrugada fomos para o show, meu pai me levou. Estávamos no meio da fila, mas cochilamos e ficamos no final, pois todo mundo passou da gente! Você ficou brava pra caramba e eu fiquei com medo. Você fica linda brava, mas dá medo de você! Eu tentei de animar e comprei um monte de coisas para o show: Uma bandana do Slipknot, uma pulseira, comprei comida, mas você não quis comer. Então eu comi e a minha blusa do Slipknot manchou de mostarda. Você odeia mostarda. Quando entramos lá, só tinha lugar bem atrás e todo mundo tava empurrando. Eles entraram no palco e parecia que você ia entrar em colapso!
- Ela: (risos)
- Ele: Verdade! Só que você é baixinha e não conseguia ver. Aí eu te coloquei nos meus ombros, lembra? Você ficou se mexendo tanto que eu fiquei com medo que você caísse. Você sabia cantar todas as músicas e se sacudiu toda quando o cara pulou do palco pra platéia! Eu tive que fazer você descer um pouco, meus ombros estavam doendo de tanto que você se mexeu! Você começou a gritar comigo, tinha lágrimas nos olhos e me abraçou forte.
- Ela: Sempre amei Slipknot.
- Ele: É... Eu ajoelhei na sua frente quando você tampou os olhos com as mãos para tentar parar de chorar por ver o caras da banda. Você repetia "Deus, é o Corey!" toda hora. Quando abriu os olhos eu tava mostrando duas alianças na minha mão. Eu disse: "Quer namorar comigo?". Você aceitou e me beijou ali, enquanto tocava Snuff. Pra mim foi um momento perfeito. Depois do show nosso namoro foi muito bom, eu gostei. Você também dizia gostar, mas quando a gente completou cinco meses você terminou comigo. Até hoje não sei o porquê, queria que você me contasse... Naquele dia eu tinha mais duas alianças guardadas no bolso. Eram lindas... Eu ia te pedir em casamento, você já tinha dezessete anos e eu vinte, lembra? Eu repeti várias vezes as séries. Você terminou comigo no colégio. Eu não voltei a estudar na parte da manhã. Fui fazer supletivo a noite, nunca mais você me viu. Eu te via sempre. Sabia que da rua da pra ver a janela do seu quarto? Eu te via cantando, tocando guitarra e escutando Snuff... Por que você terminou comigo? Me conta só isso, por favor...
- Ela: Terminei com você porque não sabia se era o certo... foi tudo tão rápido. Começamos a namorar dois meses depois que nos conhecemos... Fiquei com medo de me machucar.
- Ele: Eu nunca vou te machucar. Eu tinha planos pra nós, mas você destruiu. Tá escutando isso?
- Ela parou. Então escutou o começo da música Snuff ao longe.
- Ele: É a nossa música.
- Ela levantou da cama e caminhou até a janela. Quando abriu viu o garoto erguendo um rádio pequeno.
- Ele: Eu nunca vou te machucar, nunca vou desistir de você... você é tudo o que eu tenho e tudo o que eu quero ter. Que tal você namorar comigo de novo? Nós podemos começar do zero, ou podemos voltar aos cinco meses e então você aceitar meu pedido de casamento...
- Ela fechou a janela.
- Ele abaixou o rádio com o pensamento de que não havia funcionado... Se jogou na calçada, desligou a música e cobriu o rosto com as mãos.
- Ela: Sabe o que descobri?
- Quando ele ergueu os olhos a menina estava ali, com a mesma blusa da banda Slipknot e o mesmo All Star rasgado que usava no primeiro dia de aula.
- Ele: O que? (repreendeu um sorriso).
- Ela: Snuff não tem nada a ver com a gente, com a nossa história, bom... é o que eu acho, mas mesmo assim é a nossa música.
- Ela o beijou e aceitou usar a aliança que ele tinha pra oferecer.
- Se casaram numa igreja pequena e a música que tocou quando a noiva entrou foi Snuff.
Foram tantas expectativas criadas que não levaram a nada, falsos amores, falsas risadas, falsos respostas dizendo que estava apenas estou cansado, quando o que realmente tinha era um poço de tristeza em mim. Foram tantas coisas. Passou, hoje a dor se tornou minha própria anestesia, que com tanto tempo sentindo-a aprendi conviver com ela. E como sei que a dor não dura para sempre, espero a felicidade bater na porta e dizer - Posso entrar? - .

(Fonte: nofall)
Um dia, enquanto Molly cozinhava, uma coruja estranha apareceu na janela da cozinha, carregando um pequeno bilhete no bico. A sra. Weasley pegou o bilhete e leu o que nele dizia: “Cara Molly, estamos cuidando do seu Fred da mesma forma como cuidou do nosso Harry durante todos esses anos. Não se preocupe. Agradecidos, J. e L. Potter
(via forlandivar)
(Fonte: realidadesdeummenino)
Eu cansei de você. Mesmo, com todo meu coração. Cansei de ficar encarando o seu nome como se isso, de alguma forma, pudesse mandar um sinal para você, que fizesse você se tocar do quanto eu sinto sua falta. Cansei de te ligar desesperada no meio da madrugada, e ouvir apenas o silêncio do outro lado da linha. Cansei de ficar contando minutos para um brilhante e enorme nada entre nós. Você me cansa 25 horas por dia, sem contar aqueles especiais em que você me faz hora extra. E eu cansei de ficar cansada o tempo todo. Você me olha da cabeça aos pés e uma pequena parte do meu cérebro sabe que eu estou perdida para sempre. Eu nunca vou superar você. Nunca. Nunquinha. Jamais. Digo que até já esqueci, mas aí você volta e me balança. Ou não volta e me entristece. Então, é isso. Seu regresso é o mais doce dos sabores e a tua ausência é a ardência mais permanente que já senti. Você, sendo tudo, virou nada. Virou apenas vazio e escuridão. “Frio não existe, é só a ausência do calor”. Então o resfriado e a febre não existem. A falta de fome também não. Não tem essa de insônia e desespero. Nada disso existe. Existe só você não estar aqui. Existe só um espaço em branco no caderno, na cama, no peito e na vida. Existe só eu procurando por você por onde quer que eu passe. Vendo seu nome por aí e desejando que estivesse ao lado do meu. Não existe amor – está certo, você venceu. Se ele realmente existisse, os remédios seriam desnecessários. A enxaqueca já teria passado faz tempo. Se fosse amor, seria para nós dois. Doeria tanto em você quanto dói em mim. Ou melhor: apenas não haveria dor. Se esse amor existisse, esse silêncio enorme se extinguiria. Eu não acredito em você. Eu não acredito em pessoas que sempre têm a razão – principalmente sobre coisas que ninguém deveria ser capaz de prever. E, eu sei, houve mais que apenas desejo. Teve amizade no meio. Companheirismo, risadas, brincadeiras sem sentido. Houve um pouco daquela estupidez adolescente que deixa as pessoas felizes independente da idade que elas possuam. Essa foi minha contribuição para nós dois: eu acreditei. Com cada fibra do meu minúsculo corpo de menina, eu pensei que pudesse dar certo. Você apenas serviu para por um fim em todas as minhas crenças. Você me ensinou a única coisa que vale a pena aprender na vida: sofrer. De corpo e alma. Doer dos pés a cabeça. Nós podíamos ter casado, tido filhos e sido felizes para sempre. Mas, não. Você, ao invés disso, escolheu ser o garoto que me fez sofrer. Aquela cicatriz enorme e invisível que nunca vai sarar.
Para o Heathcliff com olhos tolos demais para ver - Ana F (salt-waterroom)

